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Simulação Clínica para
Cirurgias Robóticas
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Clinical Simulation for
Robotic Surgery
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Simulación Clínica para
Cirugías Robóticas
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Guia de Simulação Clínica para Implementação de Cirurgias Robóticas

Carolina Borba Rizzi Lisie Alende Prates Rita Catalina Aquino Caregnato

Autoras

PPG-ENF · Programa de Pós-Graduação em Enfermagem · UFCSPA GEPPEN · Grupo de Estudos e Pesquisa da Práxis de Enfermagem

“Material educativo direcionado a profissionais de saúde envolvidos na assistência perioperatória em cirurgia robótica”. Produto do Mestrado Profissional em Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

FICHA TÉCNICA

DADOS INTERNACIONAIS DE CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO (CIP)

Guia de simulação clínica para implementação de cirurgias robóticas
Carolina Borba Rizzi, Rita Catalina Aquino Caregnato, Lisie Alende Prates.
Porto Alegre: UFCSPA, 2026. Formato digital.

Produto técnico vinculado à dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (Mestrado Profissional), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

1. Capacitação por Simulação. 2. Procedimentos cirúrgicos robóticos. 3. Enfermagem perioperatória. 4. Educação em enfermagem. 5. Segurança do paciente. I. Rizzi, Carolina Borba. II. Caregnato, Rita Catalina Aquino. III. Prates, Lisie Alende. IV.Título.

PRODUÇÃO EDITORIAL

Projeto Gráfico e Diagramação: Carolina Borba Rizzi, Matheus Kraus Cannas.

Desenvolvimento Web e Programação (HTML): Matheus Kraus Cannas.

Revisão Textual: Vinícius Festa Rigo.

DECLARAÇÃO DE USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (IA)

Uso das ferramentas de IA Gemini Pro e Claude para geração e apoio a recursos visuais.

As autoras assumem total responsabilidade pelo conteúdo da publicação.

DIREITOS AUTORAIS E TERMOS DE USO

Todos os direitos reservados às autoras.

Este material técnico-instrucional é produto educacional vinculado ao Mestrado Profissional do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). É permitida a reprodução parcial ou total desta obra exclusivamente para fins didáticos, acadêmicos, assistenciais e não comerciais, desde que citada explicitamente a fonte, com a autoria e a vinculação institucional.

Autoras

Carolina Borba Rizzi

Enfermeira. Especialista em Centro Cirúrgico, Recuperação Pós-anestésica e Central de Materiais e Esterilização. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Especialista Clínica Plataforma Robótica Toumai na empresa MicroPort.

Lisie Alende Prates

Enfermeira. Especialista em Enfermagem em Cuidado Pré-Natal e em Enfermagem Obstétrica; e em Equidade na Gestão do Trabalho e da Educação no Sistema Único de Saúde. Mestre em Enfermagem. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), campus Uruguaiana. Docente externa permanente no Programa de pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

Rita Catalina Aquino Caregnato

Enfermeira. Especialista em Saúde Pública, Administração Hospitalar e Metodologia do Ensino Superior. Mestre em Enfermagem. Doutora em Educação. Professora Associada IV do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Professora permanente dos Programas de Mestrado Profissional “Ensino na Saúde” e “Enfermagem” da UFCSPA.

Apresentação

Este guia é direcionado aos profissionais da saúde (enfermeiros, médicos e técnicos de enfermagem) que atuam na assistência perioperatória em cirurgia robótica. Seu objetivo é oferecer subsídios para a realização de simulação clínica na implementação de cirurgias robóticas.

Nele, apresentamos um roteiro estruturado com os pontos críticos a serem verificados e simulados antes do início das cirurgias robóticas, com o propósito de contribuir para que a equipe esteja preparada a realizar o procedimento cirúrgico robótico com segurança e eficiência.

Este documento serve como um guia norteador. É imprescindível que o Roteiro de Simulação Clínica para Implementação de Cirurgia Robótica aqui apresentado seja adaptado e complementado, conforme as especificidades da plataforma utilizada (robôs para tecidos moles ou ortopédicos), as necessidades da equipe multidisciplinar e os protocolos operacionais de cada instituição.

Este material educativo é um produto do Mestrado Profissional em Enfermagem do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

Entendendo o contexto da assistência em cirurgia robótica

Cirurgia robótica

A incorporação de novas tecnologias na assistência à saúde é constante. Nesse cenário de inovações, a cirurgia robótica tem se consolidado como uma das principais expressões do avanço tecnológico.

A cirurgia robótica é uma abordagem cirúrgica minimamente invasiva, que utiliza sistemas robóticos avançados para apoiar o cirurgião durante os procedimentos, oferecendo níveis superiores de precisão, controle e destreza.1

A plataforma robótica ou sistema robótico é o conjunto integrado de dispositivos e tecnologias desenvolvidos para auxiliar na realização de procedimentos cirúrgicos com maior precisão. Esses conjuntos são compostos por braços robóticos articulados, câmeras de alta definição, joysticks (controles de comando dos instrumentais cirúrgicos) e instrumentos cirúrgicos delicados e de alto desempenho, controlados de forma remota por um cirurgião a partir de um console. Esses equipamentos atuam como extensões remotas coordenadas pelo cirurgião e, portanto, são descritos como manipuladores mestre-escravo.2-4 Diversas plataformas robóticas foram desenvolvidas no mundo, e algumas já estão implementadas e em operação no Brasil, permitindo a realização de procedimentos em diferentes especialidades médicas.2-4

Diante da crescente complexidade dos recursos tecnológicos disponíveis, é imprescindível a capacitação contínua da equipe multiprofissional que atua nesse cenário, com o objetivo de garantir uma assistência segura, qualificada e adaptada às novas demandas.5

O papel da equipe assistencial

A assistência perioperatória da cirurgia robótica é uma atividade complexa, pois, além das atribuições tradicionais referentes à cirurgia, os profissionais desempenham atribuições específicas, distintas das de outras especialidades cirúrgicas.6-7 Entre elas, está a montagem da sala cirúrgica, que deve seguir o tipo de procedimento e o layout exigido, contemplando os componentes da plataforma robótica. O domínio do sistema robótico também é imprescindível para a realização adequada do cabeamento e da configuração do equipamento, garantindo seu funcionamento seguro.

O posicionamento cirúrgico do paciente exige uma abordagem individualizada, considerando não apenas a exposição adequada do campo operatório e a anatomia do paciente, mas também a possibilidade de colisão do equipamento com seu corpo. Além disso, há a necessidade de gerenciar os insumos específicos da cirurgia robótica, padronizar as rotinas operacionais e promover continuamente a capacitação da equipe envolvida.6-9

A segurança do paciente é uma preocupação constante para a equipe interdisciplinar, impondo desafios aos serviços de saúde, independentemente do nível de atuação. Dessa forma, esse tema é foco frequente de discussões e ações de educação em saúde.10-12 Tendo em vista a constante demanda de capacitações e atualizações, as instituições de saúde e de educação vêm desenvolvendo estratégias de ensino-aprendizagem a fim de oferecer uma assistência mais segura. No complexo contexto do Centro Cirúrgico (CC), uma das estratégias que vêm sendo utilizadas é a simulação clínica.13-14

Pontos de atenção na assistência em cirurgia robótica

  • Layout da sala cirúrgica adequado e funcional para o procedimento;
  • Conexão e verificação do sistema robótico;
  • Teste da funcionalidade de todos os aparelhos da sala cirúrgica;
  • Previsão de materiais, instrumentais, equipamentos e OPME;
  • Draping;
  • Posicionamento cirúrgico;
  • Docking/undocking;
  • Verificação das posições reais de trabalho;
  • Previsão de materiais e instrumentais para conversão de urgência;
  • Manejo do travamento de pinças robóticas;
  • Atendimento de intercorrências clínicas.

Referências

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Schemberger EE, Konopatzki EA. Robótica Cirúrgica: estado da arte e perspectivas científicas. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. 2024;6(1):161-75. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n1p1161-1175
Mayor N, Coppola AS, Challacombe B. Past, present and future of surgical robotics. Trends Urol Men Health. 2022;13:7-10. https://doi.org/10.1002/tre.834
Morrell ALG, Morrell-Junior AC, Morrell AG, Mendes JMF, Tustumi F, de-Oliveira-e-Silva LG, Morrell A. The history of robotic surgery and its evolution: when illusion becomes reality. Rev Col Bras Cir. 2021;48:e20202798. https://doi.org/10.1590/0100-6991e-20202798
Vitoriano LVT, Palma Sobrinho N, Machado DA. A cirurgia robótica e o processo de enfermagem no período perioperatório: revisão integrativa. Rev Eletro de Ciên Tecno e Inova. 2022;3:e-11635 doi:10.9789/2675-4932.rectis.v 3.11635
Lee L, Greenway K, Schutz S. What do nurses experience in communication when assisting in robotic surgery: an integrative literature review. J Robot Surg. 2024;18:50. https://doi.org/10.1007/s11701-024-01830-z
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Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (BR). Manual de simulação clínica para profissionais de enfermagem [Internet]. São Paulo: Coren-SP; 2020 [acesso em 2025 jan 20]. 142 p. Disponível em: https://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/manual-simulacao-clinica-profissionais-enfermagem.pdf
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Kaneko RMU, Lopes MHBM. Realistic health care simulation scenario: what is relevant for its design? Rev Esc Enferm USP. 2019;53:e03453. https://doi.org/10.1590/S1980-220X2018015703453
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A simulação clínica

A simulação clínica é uma estratégia ativa de ensino e aprendizagem que utiliza cenários para reproduzir o ambiente de trabalho, a fim de simular situações do cotidiano e, dessa forma, propiciar espaços educativos e seguros de prática e de reflexão sobre os processos, além de identificar oportunidades de melhoria.1-2 A simulação clínica pode ser classificada quanto ao seu nível de fidelidade (baixa, média ou alta), conforme o grau em que a experiência simulada se aproxima da realidade.

A simulação proposta neste guia é de alta fidelidade, realizada in situ. Esse tipo de simulação estimula o desenvolvimento do raciocínio clínico e da tomada de decisão, permite treinar o participante para cenários complexos e para o trabalho em equipe e facilita o aprendizado quando utilizado nas condições adequadas.3 O desenvolvimento de habilidades permite que os profissionais adquiram competência e segurança na prática do cuidado, proporcionando um ambiente seguro e de qualidade aos pacientes cirúrgicos.4-5

Além do seu uso para capacitação da equipe em situações de desfecho conhecido, a simulação de alta fidelidade também pode ser utilizada para testar mudanças de ambientes e fluxos de trabalho, permitindo identificar lacunas nos processos e, assim, propor melhorias.3

A International Nursing Association for Clinical Simulation and Learning (INACSL)6, associação internacional dedicada ao avanço da ciência da simulação na área da saúde, recomenda que o desenvolvimento da simulação clínica em saúde contemple as seguintes etapas:

01

Design da simulação

Processo de planejamento da simulação em que são definidos, de forma clara, os objetivos de aprendizagem, dentro da proposta de simulação in situ. Deve-se elaborar a descrição do cenário e estruturar o roteiro teórico-prático, que contextualiza e direciona os participantes, a fim de facilitar o desenvolvimento da simulação. Também é preciso planejar os materiais e equipamentos necessários à prática da simulação.

02

Briefing

Visa esclarecer as regras da simulação, apresentar seus objetivos, orientar os participantes sobre o ambiente e os recursos disponíveis e estabelecer o contrato de ficção, ou seja, convidá-los a agir como se estivessem em um ambiente real. Nesse momento, é fundamental deixar claro que a simulação clínica é um espaço de aprendizado sem julgamentos, a fim de garantir a segurança psicológica dos participantes. Para contemplar esta etapa, deve ser elaborada uma apresentação da simulação que esclareça seus objetivos, as orientações sobre o cenário e os recursos disponíveis, assim como as atividades a serem realizadas.

03

Debriefing

Visa consolidar o aprendizado por meio da reflexão crítica sobre a experiência vivenciada. Devem ser realizadas a revisão das ações executadas pelos participantes; a exploração do raciocínio clínico, a fim de entender o porquê de cada ação; a discussão dos pontos fortes e dos pontos a melhorar; e, por fim, a relação entre a prática simulada e a realidade clínica.

É altamente recomendável que todos os profissionais envolvidos de forma direta ou indireta no procedimento cirúrgico robótico (enfermeiro, técnico de enfermagem, anestesista, cirurgião, auxiliar, especialista clínico da plataforma robótica, representante da engenharia clínica e consultor técnico, se contratado) participem da simulação clínica. A expertise de cada um desses profissionais será fundamental para identificar e sanar quaisquer dúvidas, revisar materiais, medicamentos e equipamentos necessários, implementação de melhorias ou resolução de problemas técnicos previamente ao procedimento, entre outros.

Apresentamos, a seguir, o Roteiro de Simulação Clínica para Implementação de Cirurgia Robótica, desenvolvido pelas autoras. O roteiro serve para estruturar, de forma efetiva e segura, o fluxo de trabalho das primeiras cirurgias robóticas de uma instituição. Para utilizá-lo de forma eficaz, recomendamos que a equipe leia cada item em dois momentos: antes da simulação, a fim de identificar e preparar todos os materiais e equipamentos necessários para a cirurgia; e durante cada simulação, para revisar criteriosamente todos os pontos de atenção para o desenvolvimento da cirurgia.

Referências

Nascimento JSG, Oliveira JLG, Alves MG, Braga FTMM, Góes FSN, Dalri MCB. Debriefing methods and techniques used in nursing simulation. Rev Gaúcha Enferm. 2020;41:e20190182. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2020.20190182
Cogo ALP, Lopes EFdS, Perdomini FRI, Flores GE, Santos MRR dos. Building and developing realistic simulation scenarios on safe drug administration. Rev Gaúcha Enferm. 2019;40(spe):e20180175. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2019.20180175
11Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (BR). Manual de simulação clínica para profissionais de enfermagem [Internet]. São Paulo: Coren-SP; 2020 [acesso em 2025 jan 20]. 142 p. Disponível em: https://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/manual-simulacao-clinica-profissionais-enfermagem.pdf
Martins RC, Trevilato DD, Jost MT, Caregnato RCA. Nursing performance in robotic surgeries: integrative review. Rev Bras Enferm. 2019;72(3):795–800. https://doi.org/10.1590/0034-7167-2018-0426
Silva CC, Natarelli TRP, Domingues AN, Fonseca LMM, Melo LL. Prebriefing in clinical simulation in nursing: scoping review. Rev Gaúcha Enferm. 2022;43(spe):e20220067. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2018.20220067.en
International Nursing Association for Clinical Simulation and Learning (INACSL). About INACSL [Internet]. Durham, NC: INACSL; 2024 [cited 2025 Jun 7]. Available from: https://www.inacsl.org/

Roteiro de Simulação Clínica para Implementação de Cirurgia Robótica

“Sejam bem-vindos à simulação para implementação da cirurgia robótica. O objetivo de hoje não é avaliar individualmente a técnica de cada profissional, mas sim construir e validar o nosso processo de trabalho, verificar todos os recursos necessários à cirurgia, a ergonomia da sala, a funcionalidade dos equipamentos e a comunicação da equipe multidisciplinar. Queremos identificar os pontos fortes, bem como as falhas latentes, para corrigi-las antes da cirurgia real.”

Contextualização

Objetivos Específicos

Construir e validar o layout da sala cirúrgica;
Montar a sala cirúrgica com todos os materiais, equipamentos e insumos necessários ao procedimento;
Verificar a funcionalidade de todos os equipamentos;
Realizar o posicionamento cirúrgico de forma efetiva e segura;
Verificar o uso da plataforma robótica com destreza e segurança;
Testar e validar a disposição da equipe na sala cirúrgica;
Realizar o desacoplamento rápido do robô para atendimento de intercorrências;
Avaliar a comunicação, a coordenação e a atuação integrada da equipe multiprofissional durante situações rotineiras e de intercorrência.

Recursos Necessários

Lista de verificação de infraestrutura, equipamentos e insumos

Ações Esperadas

Infraestrutura e layout da Sala
Processos Assistenciais e Segurança
Atendimento de intercorrências
Quanto tempo a equipe levou para simular o atendimento da intercorrência?
Debriefing — Avaliação Pós-Simulação

Após a simulação, a equipe multidisciplinar deve realizar a análise crítica do seu desempenho e dos processos, identificando conformidades, pontos fortes e oportunidades de melhoria.

1. A configuração do layout da sala cirúrgica foi ergonômica e funcional para o procedimento cirúrgico em questão e para o fluxo de pessoas e equipamentos?
2. Todos os equipamentos estavam ligados e funcionando corretamente e apresentaram mobilidade adequada (cabos/conexões livres de tensão) para serem posicionados no local necessário durante a cirurgia?
3. Todos os materiais, medicamentos e equipamentos solicitados pelo anestesista estavam na lista?
4. Todos os instrumentais, materiais, equipamentos e OPME solicitados pela equipe cirúrgica estavam na lista?
5. Quanto ao posicionamento cirúrgico, a superfície de suporte, os posicionadores, os fixadores e os dispositivos de proteção estavam na sala, em quantidade adequada?
6. A colocação dos campos estéreis (draping) no robô manteve a técnica asséptica rigorosa?
7. A admissão do paciente seguiu o protocolo de transporte seguro, checagem documental e meta de segurança (ex.: lateralidade)?
8. O anestesista teve livre acesso ao paciente (vias aéreas e linhas venosas) para manejo anestésico e de intercorrências (especialmente após acoplamento)?
9. O posicionamento do paciente foi efetivo, permitindo simultaneamente a abordagem cirúrgica e a prevenção de lesões (alinhamento corporal, proteção em proeminências ósseas, fixação na mesa cirúrgica, entre outros)?
10. A disposição da equipe (anestesista, cirurgião, auxiliar e instrumentador) na sala foi funcional?
11. A aproximação dos equipamentos para o início da cirurgia foi viável e funcional?
12. O acoplamento do robô junto ao paciente (docking) foi realizado corretamente e de forma segura para o paciente e o equipamento?
13. O desacoplamento de rotina foi realizado de forma segura para o paciente e os equipamentos?
14. Simulação de intercorrência: a chave de segurança para abertura das pinças robóticas estava na sala cirúrgica, estéril, e a equipe sabia onde ela estava guardada?
15. Simulação de emergência: a equipe executou o desacoplamento de emergência e o afastamento do robô de forma ágil e segura?

Referências

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Francis P, Winfield HN. Care of the patient undergoing robotic-assisted laparoscopic pyeloplasty. Urol Nurs. 2005;25(2):109-15. Available in: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16703918/
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Price M, Bates A, Clagett M. Improving efficiency and standardization in a robotics program: A quality improvement project. AORN J. 2018;108(6):611-22. https://doi.org/10.1002/aorn.12401
Cerruto MA, Veronese E, Moretti F, Mansueti N, Azzolini M, Poiesi E, et al. Impact of nursing robotic assisted surgery education on Kirkpatrick’s four levels. Front Surg. 2025;12:1638559. https://doi.org/10.3389/fsurg.2025.1638559
Kang MJ, De Gagne JC, Kang HS. Perioperative nurses’ work experience with robotic surgery: A focus group study. Comput Inform Nurs. 2016;34(4):152-8. https://doi.org/10.1097/cin.0000000000000224
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Moller L, Olsen RG, Jorgensen L, Hertz P, Petersson J, Roder A, et al. Training and education of operating room nurses in robot-assisted surgery: A systematic review. Surg Endosc. 2024;38(11):7024-36. https://doi.org/10.1007/s00464-024-11335-3
Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de práticas em enfermagem perioperatória e processamento de produtos para a saúde. 8ª ed. São Paulo: SOBECC; 2021
Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Boas práticas em cirurgia robótica. 1ª ed. São Paulo: SOBECC; 2023
Guimarães G, Parekh DJ, Távora JE, Nahar B, Junger G. Cirurgia Robótica: Princípios e Fundamentos. 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Ciências Médicas; 2022

Exemplo de layout de sala cirúrgica robótica

A imagem a seguir ilustra um exemplo de layout de sala cirúrgica robótica, contemplando o posicionamento estratégico dos equipamentos, as áreas de circulação da equipe e a organização do espaço perioperatório.

Fonte: as autoras.

Quer saber mais sobre cirurgia robótica e simulação clínica?

Livro — Boas práticas em cirurgia robótica (SOBECC)

SOBECC. Boas práticas em cirurgia robótica. São Paulo: SOBECC; 2023.

Livro — Cirurgia Robótica: Princípios e Fundamentos

Guimarães G, Parekh DJ, Távora JE, Nahar B, Junger G. Cirurgia Robótica: Princípios e Fundamentos. 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Ciências Médicas; 2022.

Livro — Diretrizes de Práticas em Enfermagem Perioperatória e Processamento de Produtos para Saúde

SOBECC. Diretrizes de Práticas em Enfermagem Perioperatória e Processamento de Produtos para Saúde. 8ª ed. São Paulo: SOBECC; 2021.

Capítulo de livro — Implementação e desenvolvimento de um programa de cirurgia robótica

Jünger GM, Távora JEF. Implementation and development of a robotic surgery program. In: Bezerra da Silva Junior G, Nangaku M, editors. Innovations in Nephrology. Cham: Springer; 2022. doi10.1007/978-3-031-11570-7_24.

Capítulo de livro — Cuidados de enfermagem perioperatórios e posicionamento do paciente em cirurgia robótica

Jünger GM, Moraes CM, Tolentino LG. Perioperative nursing care and patient positioning in robotic surgery. In: Handbook of Robotic Surgery. Amsterdam: Elsevier; 2025. p. 249-258. doi:10.1016/B978-0-443-13271-1.00050-9.

Manual de simulação clínica para profissionais de enfermagem

Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (BR). Manual de simulação clínica para profissionais de enfermagem [Internet]. São Paulo: Coren-SP; 2020 [acesso em 2025 jan 20]. 142 p. Disponível em: https://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/manual-simulacao-clinica-profissionais-enfermagem.pdf

International Nursing Association for Clinical Simulation and Learning (INACSL)

INACSL. About INACSL [Internet]. Durham, NC: INACSL; 2024 [cited 2025 Jun 7]. Available from: https://www.inacsl.org/

Artigo — O treinamento no protocolo para desacoplamento robótico para suporte de emergência de vida (RULES) melhora a comunicação e a coordenação da equipe e reduz o tempo necessário para desacoplar o sistema robótico do paciente

Almeida TFP, Campos MEC, Castro PR, Garcia DPC, Junger G, Silva RFE, et al. Training in the protocol for robotic undocking for life emergency support (RULES) improves team communication, coordination and reduces the time required to decouple the robotic system from the patient. Int J Med Robot. 2022;18(6):e2454. doi: 10.1002/rcs.2454. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35998074/

Editorial — Checklist de atribuições da equipe de enfermagem em cirurgias robóticas

Bergonzini F, Almeida E, Carvalho R de. Checklist de atribuições da equipe de enfermagem em cirurgias robóticas. Rev SOBECC [Internet]. 2024 mar. 5 [citado 2026 jul. 23];29. Disponível em: https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/933

Considerações finais

A implementação de um programa de cirurgia robótica transcende a aquisição de tecnologia de ponta; ela exige, acima de tudo, a melhoria e o fortalecimento da cultura de segurança. Este guia foi elaborado como um primeiro passo nesse processo, oferecendo um alicerce para que a equipe multidisciplinar possa treinar, falhar em ambiente seguro e corrigir processos antes que eles alcancem o paciente. Ao utilizar este guia de simulação, a equipe não está apenas testando equipamentos, mas também validando fluxos críticos de comunicação e segurança.

Embora este guia aborde os aspectos fundamentais do layout, do intraoperatório e da gestão de crises, é fundamental reconhecer que cada cenário cirúrgico tem suas próprias variáveis. Este material serve, portanto, como um ponto de partida sólido para encurtar a curva de aprendizado e padronizar condutas.

Encorajamos a atualização dos profissionais por meio da educação continuada, da leitura crítica de novas diretrizes e da realização periódica de capacitações. A segurança do paciente depende da nossa capacidade de antecipar problemas e da nossa prontidão para agir. Estar preparado é a melhor forma de transformar a tecnologia em saúde.

Glossário

Briefing
Reunião rápida realizada antes da simulação ou cirurgia para alinhar objetivos, regras e papéis da equipe.
Chave de Segurança
Ferramenta específica utilizada para abrir manualmente as pinças robóticas em caso de travamento.
Console do Cirurgião
Unidade de comando onde o cirurgião se posiciona para visualizar o campo operatório e controlar os braços robóticos.
Debriefing
Momento de reflexão crítica realizado após a simulação para discutir o que funcionou e o que pode ser melhorado, consolidando o aprendizado.
Docking (Acoplamento)
Processo de conexão dos braços da plataforma robótica aos trocartes (portais) já inseridos no paciente.
Draping
Processo de colocação de campos estéreis específicos (capas) nos braços e na câmera do robô para garantir a técnica asséptica.
In situ
Expressão latina que significa “no local”. Refere-se à simulação realizada no ambiente real de trabalho (a própria sala cirúrgica).
Layout da Sala
Disposição estratégica e funcional dos equipamentos (robô, torre de visão, estativas) para otimizar o espaço e a circulação da equipe.
Manipulador Mestre-Escravo
Sistema em que as pinças robóticas replicam, em tempo real e com maior precisão, os movimentos realizados pelo cirurgião nos joysticks do console.
OPME
Sigla para Órteses, Próteses e Materiais Especiais.
Plataforma Robótica
Conjunto integrado dos componentes (equipamentos) de cada sistema robótico.
Simulação de Alta Fidelidade
Estratégia que utiliza cenários e equipamentos que se aproximam ao máximo da realidade clínica para treinar tomada de decisão e trabalho em equipe.
Undocking (Desacoplamento)
Processo de desconexão dos braços robóticos dos trocartes que estão no paciente.

Clinical Simulation Guide for the Implementation of Robotic Surgery

Carolina Borba Rizzi Lisie Alende Prates Rita Catalina Aquino Caregnato

Authors

PPG-ENF · Graduate Program in Nursing · UFCSPA GEPPEN · Nursing Praxis Study and Research Group

“Educational material intended for health professionals involved in perioperative care in robotic surgery.” A product of the Professional Master’s Program in Nursing at the Federal University of Health Sciences of Porto Alegre (UFCSPA).

Note: This unofficial translation was generated by Artificial Intelligence (AI) from the original Portuguese text and has not been reviewed or endorsed by the authors. In case of discrepancies, the original Portuguese text prevails.

CREDITS

INTERNATIONAL CATALOGING-IN-PUBLICATION (CIP) DATA

Clinical simulation guide for the implementation of robotic surgery
Carolina Borba Rizzi, Rita Catalina Aquino Caregnato, Lisie Alende Prates.
Porto Alegre: UFCSPA, 2026. Digital format.

Technical product linked to the master’s thesis presented to the Graduate Program in Nursing (Professional Master’s Degree), Federal University of Health Sciences of Porto Alegre

1. Simulation Training. 2. Robotic surgical procedures. 3. Perioperative nursing. 4. Nursing education. 5. Patient safety. I. Rizzi, Carolina Borba. II. Caregnato, Rita Catalina Aquino. III. Prates, Lisie Alende. IV. Title.

EDITORIAL PRODUCTION

Graphic Design and Layout: Carolina Borba Rizzi, Matheus Kraus Cannas.

Web Development and Programming (HTML): Matheus Kraus Cannas.

Copyediting: Vinícius Festa Rigo.

STATEMENT ON THE USE OF ARTIFICIAL INTELLIGENCE (AI)

Use of the AI tools Gemini Pro and Claude to generate and support visual resources.

The authors take full responsibility for the content of the publication.

COPYRIGHT AND TERMS OF USE

All rights reserved by the authors.

This technical and instructional material is an educational product linked to the Professional Master’s Degree of the Graduate Program in Nursing at the Federal University of Health Sciences of Porto Alegre (UFCSPA). Partial or full reproduction of this work is permitted exclusively for teaching, academic, healthcare and non-commercial purposes, provided that the source is explicitly cited, including authorship and institutional affiliation.

Authors

Carolina Borba Rizzi

Nurse. Specialist in Operating Room, Post-Anesthesia Recovery and Sterile Processing Nursing. Master’s student in the Graduate Program in Nursing at the Federal University of Health Sciences of Porto Alegre (UFCSPA). Clinical Specialist, Toumai Robotic Platform, at MicroPort.

Lisie Alende Prates

Nurse. Specialist in Prenatal Care Nursing and in Obstetric Nursing; and in Equity in Labor and Education Management in the Unified Health System. Master’s in Nursing. PhD in Nursing. Adjunct Professor at the Federal University of Pampa (UNIPAMPA), Uruguaiana campus. Permanent external faculty member of the Graduate Program in Nursing at the Federal University of Health Sciences of Porto Alegre (UFCSPA).

Rita Catalina Aquino Caregnato

Nurse. Specialist in Public Health, Hospital Administration and Higher Education Teaching Methodology. Master’s in Nursing. PhD in Education. Associate Professor IV in the Department of Nursing at the Federal University of Health Sciences of Porto Alegre (UFCSPA). Permanent faculty member of the Professional Master’s Programs in “Health Education” and “Nursing” at UFCSPA.

Introduction

This guide is intended for health professionals (nurses, physicians and nursing technicians) working in perioperative care in robotic surgery. Its objective is to provide support for conducting clinical simulation during the implementation of robotic surgery.

In it, we present a structured script with the critical points to be checked and simulated before robotic surgeries begin, with the aim of helping the team be prepared to perform the robotic surgical procedure safely and efficiently.

This document serves as a guiding framework. It is essential that the Clinical Simulation Script for the Implementation of Robotic Surgery presented here be adapted and supplemented according to the specific features of the platform used (soft-tissue or orthopedic robots), the needs of the multidisciplinary team and the operating protocols of each institution.

This educational material is a product of the Professional Master’s Degree in Nursing of the Graduate Program in Nursing at the Federal University of Health Sciences of Porto Alegre (UFCSPA).

Understanding the context of care in robotic surgery

Robotic surgery

New technologies are constantly being incorporated into healthcare. In this landscape of innovation, robotic surgery has become established as one of the foremost expressions of technological progress.

Robotic surgery is a minimally invasive surgical approach that uses advanced robotic systems to support the surgeon during procedures, offering superior levels of precision, control and dexterity.1

The robotic platform, or robotic system, is the integrated set of devices and technologies developed to assist in performing surgical procedures with greater precision. These systems consist of articulated robotic arms, high-definition cameras, joysticks (hand controls that command the surgical instruments) and delicate, high-performance surgical instruments, remotely controlled by a surgeon from a console. These devices act as remote extensions coordinated by the surgeon and are therefore described as master-slave manipulators.2-4 Several robotic platforms have been developed worldwide, and some are already implemented and in operation in Brazil, enabling procedures to be performed in different medical specialties.2-4

Given the growing complexity of the available technological resources, continuous training of the multiprofessional team working in this setting is essential to ensure safe, high-quality care adapted to new demands.5

The role of the care team

Perioperative care in robotic surgery is a complex activity because, in addition to the traditional responsibilities related to surgery, professionals perform specific duties that differ from those of other surgical specialties.6-7 These include setting up the operating room, which must follow the type of procedure and the required layout, accommodating the components of the robotic platform. Mastery of the robotic system is also essential for proper cabling and configuration of the equipment, ensuring its safe operation.

Surgical positioning of the patient requires an individualized approach that considers not only adequate exposure of the operative field and the patient’s anatomy, but also the possibility of the equipment colliding with the patient’s body. In addition, it is necessary to manage the supplies specific to robotic surgery, standardize operational routines and continuously promote training of the team involved.6-9

Patient safety is a constant concern for the interdisciplinary team and poses challenges to health services regardless of their level of care. As a result, this topic is a frequent focus of discussions and health education initiatives.10-12 Given the constant demand for training and updating, healthcare and educational institutions have been developing teaching-learning strategies to provide safer care. In the complex setting of the operating room (OR), one of the strategies being used is clinical simulation.13-14

Key considerations in robotic surgery care

  • Operating room layout that is appropriate and functional for the procedure;
  • Connection and verification of the robotic system;
  • Functional testing of all devices in the operating room;
  • Planning of materials, instruments, equipment and OPME;
  • Draping;
  • Surgical positioning;
  • Docking/undocking;
  • Verification of the actual working positions;
  • Planning of materials and instruments for emergency conversion;
  • Management of robotic instrument lock-up;
  • Management of unexpected clinical events.

References

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Clinical simulation

Clinical simulation is an active teaching and learning strategy that uses scenarios to reproduce the work environment in order to simulate everyday situations and thus provide safe educational spaces for practice and reflection on processes, as well as to identify opportunities for improvement.1-2 Clinical simulation can be classified by its level of fidelity (low, medium or high), according to how closely the simulated experience approximates reality.

The simulation proposed in this guide is high-fidelity and conducted in situ. This type of simulation fosters the development of clinical reasoning and decision-making, makes it possible to train participants for complex scenarios and teamwork, and facilitates learning when used under appropriate conditions.3 Skill development enables professionals to gain competence and confidence in care practice, providing a safe, high-quality environment for surgical patients.4-5

In addition to its use for training the team in situations with known outcomes, high-fidelity simulation can also be used to test changes in environments and workflows, making it possible to identify gaps in processes and thus propose improvements.3

The International Nursing Association for Clinical Simulation and Learning (INACSL)6, an international association dedicated to advancing the science of healthcare simulation, recommends that the development of clinical simulation in healthcare include the following stages:

01

Simulation design

The simulation planning process, in which the learning objectives are clearly defined within the proposed in situ simulation. The scenario description should be prepared and the theoretical-practical script structured, contextualizing and guiding participants in order to facilitate the conduct of the simulation. It is also necessary to plan the materials and equipment needed to carry out the simulation.

02

Briefing

This stage aims to clarify the rules of the simulation, present its objectives, orient participants to the environment and the available resources, and establish the fiction contract, that is, invite them to act as if they were in a real environment. At this point, it is essential to make it clear that clinical simulation is a judgment-free learning space, in order to ensure the psychological safety of participants. To address this stage, a presentation of the simulation should be prepared that clarifies its objectives, the guidance on the scenario and the available resources, as well as the activities to be carried out.

03

Debriefing

This stage aims to consolidate learning through critical reflection on the experience. The following should be carried out: a review of the actions performed by participants; an exploration of clinical reasoning, in order to understand the reason for each action; a discussion of strengths and areas for improvement; and, finally, the connection between simulated practice and clinical reality.

It is highly recommended that all professionals directly or indirectly involved in the robotic surgical procedure (nurse, nursing technician, anesthesiologist, surgeon, assistant, robotic platform clinical specialist, clinical engineering representative and technical consultant, if hired) take part in the clinical simulation. The expertise of each of these professionals will be essential to identify and resolve any questions, review the necessary materials, medications and equipment, implement improvements or solve technical problems before the procedure, among other things.

Below, we present the Clinical Simulation Script for the Implementation of Robotic Surgery, developed by the authors. The script serves to structure, effectively and safely, the workflow of an institution’s first robotic surgeries. To use it effectively, we recommend that the team read each item at two points: before the simulation, in order to identify and prepare all the materials and equipment needed for the surgery; and during each simulation, to carefully review all the key considerations for performing the surgery.

References

Nascimento JSG, Oliveira JLG, Alves MG, Braga FTMM, Góes FSN, Dalri MCB. Debriefing methods and techniques used in nursing simulation. Rev Gaúcha Enferm. 2020;41:e20190182. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2020.20190182
Cogo ALP, Lopes EFdS, Perdomini FRI, Flores GE, Santos MRR dos. Building and developing realistic simulation scenarios on safe drug administration. Rev Gaúcha Enferm. 2019;40(spe):e20180175. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2019.20180175
11Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (BR). Manual de simulação clínica para profissionais de enfermagem [Internet]. São Paulo: Coren-SP; 2020 [cited 2025 Jan 20]. 142 p. Available from: https://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/manual-simulacao-clinica-profissionais-enfermagem.pdf
Martins RC, Trevilato DD, Jost MT, Caregnato RCA. Nursing performance in robotic surgeries: integrative review. Rev Bras Enferm. 2019;72(3):795–800. https://doi.org/10.1590/0034-7167-2018-0426
Silva CC, Natarelli TRP, Domingues AN, Fonseca LMM, Melo LL. Prebriefing in clinical simulation in nursing: scoping review. Rev Gaúcha Enferm. 2022;43(spe):e20220067. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2018.20220067.en
International Nursing Association for Clinical Simulation and Learning (INACSL). About INACSL [Internet]. Durham, NC: INACSL; 2024 [cited 2025 Jun 7]. Available from: https://www.inacsl.org/

Clinical Simulation Script for the Implementation of Robotic Surgery

“Welcome to the simulation for the implementation of robotic surgery. Today’s goal is not to individually assess each professional’s technique, but rather to build and validate our work process and to check all the resources needed for the surgery, the ergonomics of the room, the functionality of the equipment and the communication of the multidisciplinary team. We want to identify strengths, as well as latent failures, so that we can correct them before the real surgery.”

Context

Specific Objectives

Build and validate the operating room layout;
Set up the operating room with all the materials, equipment and supplies needed for the procedure;
Check that all equipment is working properly;
Perform surgical positioning effectively and safely;
Verify the skilled and safe use of the robotic platform;
Test and validate the positioning of the team in the operating room;
Perform rapid undocking of the robot to respond to unexpected events;
Assess the communication, coordination and integrated performance of the multiprofessional team in routine situations and unexpected events.

Required Resources

Infrastructure, equipment and supplies checklist

Expected Actions

Infrastructure and Room Layout
Care Processes and Safety
Response to unexpected events
How long did it take the team to simulate the response to the unexpected event?
Debriefing — Post-Simulation Evaluation

After the simulation, the multidisciplinary team should critically analyze its performance and the processes, identifying compliance, strengths and opportunities for improvement.

1. Was the operating room layout ergonomic and functional for the surgical procedure in question and for the flow of people and equipment?
2. Was all the equipment switched on and working properly, and did it have adequate mobility (cables/connections free of tension) to be positioned where needed during the surgery?
3. Were all the materials, medications and equipment requested by the anesthesiologist on the list?
4. Were all the instruments, materials, equipment and OPME requested by the surgical team on the list?
5. Regarding surgical positioning, were the support surface, positioners, securing devices and protective devices in the room in adequate quantities?
6. Did the placement of sterile drapes (draping) on the robot maintain strict aseptic technique?
7. Did the patient admission follow the protocol for safe transport, document verification and safety goals (e.g., laterality)?
8. Did the anesthesiologist have unobstructed access to the patient (airway and venous lines) for anesthetic management and the management of unexpected events (especially after docking)?
9. Was patient positioning effective, allowing both the surgical approach and the prevention of injuries (body alignment, protection of bony prominences, securing to the operating table, among others)?
10. Was the positioning of the team (anesthesiologist, surgeon, assistant and scrub nurse) in the room functional?
11. Was bringing the equipment into position for the start of the surgery feasible and functional?
12. Was the robot docked to the patient correctly and safely for both the patient and the equipment?
13. Was routine undocking performed safely for the patient and the equipment?
14. Unexpected event simulation: was the safety key for opening the robotic instruments in the operating room, sterile, and did the team know where it was stored?
15. Emergency simulation: did the team perform emergency undocking and withdrawal of the robot quickly and safely?

References

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Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de práticas em enfermagem perioperatória e processamento de produtos para a saúde. 8th ed. São Paulo: SOBECC; 2021
Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Boas práticas em cirurgia robótica. 1st ed. São Paulo: SOBECC; 2023
Guimarães G, Parekh DJ, Távora JE, Nahar B, Junger G. Cirurgia Robótica: Princípios e Fundamentos. 1st ed. Belo Horizonte: Editora Ciências Médicas; 2022

Example of a robotic operating room layout

The following image illustrates an example of a robotic operating room layout, showing the strategic positioning of the equipment, the team’s circulation areas and the organization of the perioperative space.

Source: the authors.

Want to learn more about robotic surgery and clinical simulation?

Book — Best practices in robotic surgery (SOBECC)

SOBECC. Boas práticas em cirurgia robótica. São Paulo: SOBECC; 2023.

Book — Robotic Surgery: Principles and Fundamentals

Guimarães G, Parekh DJ, Távora JE, Nahar B, Junger G. Cirurgia Robótica: Princípios e Fundamentos. 1st ed. Belo Horizonte: Editora Ciências Médicas; 2022.

Book — Practice Guidelines in Perioperative Nursing and Health Care Product Processing

SOBECC. Diretrizes de Práticas em Enfermagem Perioperatória e Processamento de Produtos para Saúde. 8th ed. São Paulo: SOBECC; 2021.

Book chapter — Implementation and development of a robotic surgery program

Jünger GM, Távora JEF. Implementation and development of a robotic surgery program. In: Bezerra da Silva Junior G, Nangaku M, editors. Innovations in Nephrology. Cham: Springer; 2022. doi10.1007/978-3-031-11570-7_24.

Book chapter — Perioperative nursing care and patient positioning in robotic surgery

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Clinical simulation manual for nursing professionals

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Article — Training in the protocol for robotic undocking for life emergency support (RULES) improves team communication, coordination and reduces the time required to decouple the robotic system from the patient

Almeida TFP, Campos MEC, Castro PR, Garcia DPC, Junger G, Silva RFE, et al. Training in the protocol for robotic undocking for life emergency support (RULES) improves team communication, coordination and reduces the time required to decouple the robotic system from the patient. Int J Med Robot. 2022;18(6):e2454. doi: 10.1002/rcs.2454. Available from: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35998074/

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Final remarks

Implementing a robotic surgery program goes beyond acquiring cutting-edge technology; above all, it requires improving and strengthening the safety culture. This guide was developed as a first step in this process, offering a foundation for the multidisciplinary team to train, fail in a safe environment and correct processes before they reach the patient. By using this simulation guide, the team is not only testing equipment but also validating critical communication and safety workflows.

Although this guide addresses the fundamental aspects of layout, the intraoperative period and crisis management, it is essential to recognize that each surgical scenario has its own variables. This material therefore serves as a solid starting point for shortening the learning curve and standardizing practices.

We encourage professionals to keep up to date through continuing education, critical reading of new guidelines and periodic training. Patient safety depends on our ability to anticipate problems and our readiness to act. Being prepared is the best way to turn technology into health.

Glossary

Briefing
A short meeting held before the simulation or surgery to align the team’s objectives, rules and roles.
Debriefing
A moment of critical reflection held after the simulation to discuss what worked and what can be improved, consolidating learning.
Docking
The process of connecting the arms of the robotic platform to the trocars (ports) already inserted in the patient.
Draping
The process of placing specific sterile drapes (covers) over the robot’s arms and camera to ensure aseptic technique.
High-Fidelity Simulation
A strategy that uses scenarios and equipment that come as close as possible to clinical reality to train decision-making and teamwork.
In situ
A Latin expression meaning “on site.” It refers to simulation carried out in the actual work environment (the operating room itself).
Master-Slave Manipulator
A system in which the robotic instruments replicate, in real time and with greater precision, the movements made by the surgeon with the console joysticks.
OPME
Brazilian Portuguese acronym for Órteses, Próteses e Materiais Especiais (orthoses, prostheses and special materials).
Robotic Platform
The integrated set of components (equipment) of each robotic system.
Room Layout
The strategic and functional arrangement of equipment (robot, vision tower, ceiling pendants) to optimize space and team circulation.
Safety Key
A specific tool used to manually open the robotic instruments in the event of a lock-up.
Surgeon Console
The command unit where the surgeon sits to view the operative field and control the robotic arms.
Undocking
The process of disconnecting the robotic arms from the trocars placed in the patient.

Guía de Simulación Clínica para la Implementación de Cirugías Robóticas

Carolina Borba Rizzi Lisie Alende Prates Rita Catalina Aquino Caregnato

Autoras

PPG-ENF · Programa de Posgrado en Enfermería · UFCSPA GEPPEN · Grupo de Estudios e Investigación de la Praxis de Enfermería

“Material educativo dirigido a profesionales de la salud involucrados en la atención perioperatoria en cirugía robótica”. Producto de la Maestría Profesional en Enfermería de la Universidad Federal de Ciencias de la Salud de Porto Alegre (UFCSPA).

Nota: Esta traducción no oficial fue generada por Inteligencia Artificial (IA) a partir del texto original en portugués y no ha sido revisada ni avalada por las autoras. En caso de discrepancias, prevalece el texto original en portugués.

FICHA TÉCNICA

DATOS INTERNACIONALES DE CATALOGACIÓN EN LA PUBLICACIÓN (CIP)

Guía de simulación clínica para la implementación de cirugías robóticas
Carolina Borba Rizzi, Rita Catalina Aquino Caregnato, Lisie Alende Prates.
Porto Alegre: UFCSPA, 2026. Formato digital.

Producto técnico vinculado a la tesis de maestría presentada al Programa de Posgrado en Enfermería (Maestría Profesional), Universidad Federal de Ciencias de la Salud de Porto Alegre

1. Capacitación mediante Simulación. 2. Procedimientos quirúrgicos robóticos. 3. Enfermería perioperatoria. 4. Educación en enfermería. 5. Seguridad del paciente. I. Rizzi, Carolina Borba. II. Caregnato, Rita Catalina Aquino. III. Prates, Lisie Alende. IV. Título.

PRODUCCIÓN EDITORIAL

Diseño Gráfico y Diagramación: Carolina Borba Rizzi, Matheus Kraus Cannas.

Desarrollo Web y Programación (HTML): Matheus Kraus Cannas.

Revisión Textual: Vinícius Festa Rigo.

DECLARACIÓN DE USO DE INTELIGENCIA ARTIFICIAL (IA)

Uso de las herramientas de IA Gemini Pro y Claude para la generación y el apoyo de recursos visuales.

Las autoras asumen total responsabilidad por el contenido de la publicación.

DERECHOS DE AUTOR Y TÉRMINOS DE USO

Todos los derechos reservados a las autoras.

Este material técnico-instruccional es un producto educativo vinculado a la Maestría Profesional del Programa de Posgrado en Enfermería de la Universidad Federal de Ciencias de la Salud de Porto Alegre (UFCSPA). Se permite la reproducción parcial o total de esta obra exclusivamente con fines didácticos, académicos, asistenciales y no comerciales, siempre que se cite explícitamente la fuente, con la autoría y la vinculación institucional.

Autoras

Carolina Borba Rizzi

Enfermera. Especialista en Centro Quirúrgico, Recuperación Postanestésica y Central de Materiales y Esterilización. Estudiante de maestría del Programa de Posgrado en Enfermería de la Universidad Federal de Ciencias de la Salud de Porto Alegre (UFCSPA). Especialista Clínica de la Plataforma Robótica Toumai en la empresa MicroPort.

Lisie Alende Prates

Enfermera. Especialista en Enfermería en Cuidado Prenatal y en Enfermería Obstétrica; y en Equidad en la Gestión del Trabajo y de la Educación en el Sistema Único de Salud. Magíster en Enfermería. Doctora en Enfermería. Profesora Adjunta de la Universidad Federal de Pampa (UNIPAMPA), campus Uruguaiana. Docente externa permanente del Programa de Posgrado en Enfermería de la Universidad Federal de Ciencias de la Salud de Porto Alegre (UFCSPA).

Rita Catalina Aquino Caregnato

Enfermera. Especialista en Salud Pública, Administración Hospitalaria y Metodología de la Enseñanza Superior. Magíster en Enfermería. Doctora en Educación. Profesora Asociada IV del Departamento de Enfermería de la Universidad Federal de Ciencias de la Salud de Porto Alegre (UFCSPA). Profesora permanente de los Programas de Maestría Profesional “Enseñanza en Salud” y “Enfermería” de la UFCSPA.

Presentación

Esta guía está dirigida a los profesionales de la salud (enfermeros, médicos y técnicos de enfermería) que actúan en la atención perioperatoria en cirugía robótica. Su objetivo es ofrecer herramientas para la realización de simulación clínica en la implementación de cirugías robóticas.

En ella, presentamos un guion estructurado con los puntos críticos que deben verificarse y simularse antes del inicio de las cirugías robóticas, con el propósito de contribuir a que el equipo esté preparado para realizar el procedimiento quirúrgico robótico con seguridad y eficiencia.

Este documento sirve como una guía orientadora. Es imprescindible que el Guion de Simulación Clínica para la Implementación de Cirugía Robótica aquí presentado sea adaptado y complementado según las especificidades de la plataforma utilizada (robots para tejidos blandos u ortopédicos), las necesidades del equipo multidisciplinario y los protocolos operativos de cada institución.

Este material educativo es un producto de la Maestría Profesional en Enfermería del Programa de Posgrado en Enfermería de la Universidad Federal de Ciencias de la Salud de Porto Alegre (UFCSPA).

Comprender el contexto de la atención en cirugía robótica

Cirugía robótica

La incorporación de nuevas tecnologías en la atención de la salud es constante. En este escenario de innovaciones, la cirugía robótica se ha consolidado como una de las principales expresiones del avance tecnológico.

La cirugía robótica es un abordaje quirúrgico mínimamente invasivo que utiliza sistemas robóticos avanzados para apoyar al cirujano durante los procedimientos, ofreciendo niveles superiores de precisión, control y destreza.1

La plataforma robótica o sistema robótico es el conjunto integrado de dispositivos y tecnologías desarrollados para asistir en la realización de procedimientos quirúrgicos con mayor precisión. Estos conjuntos están compuestos por brazos robóticos articulados, cámaras de alta definición, joysticks (controles de mando del instrumental quirúrgico) e instrumentos quirúrgicos delicados y de alto rendimiento, controlados a distancia por un cirujano desde una consola. Estos equipos actúan como extensiones remotas coordinadas por el cirujano y, por lo tanto, se describen como manipuladores maestro-esclavo.2-4 Se han desarrollado diversas plataformas robóticas en el mundo, y algunas ya están implementadas y en funcionamiento en Brasil, lo que permite realizar procedimientos en diferentes especialidades médicas.2-4

Ante la creciente complejidad de los recursos tecnológicos disponibles, es imprescindible la capacitación continua del equipo multiprofesional que actúa en este escenario, con el objetivo de garantizar una atención segura, cualificada y adaptada a las nuevas demandas.5

El papel del equipo asistencial

La atención perioperatoria en cirugía robótica es una actividad compleja, ya que, además de las funciones tradicionales relacionadas con la cirugía, los profesionales desempeñan funciones específicas, distintas de las de otras especialidades quirúrgicas.6-7 Entre ellas se encuentra el montaje del quirófano, que debe seguir el tipo de procedimiento y el layout requerido, contemplando los componentes de la plataforma robótica. El dominio del sistema robótico también es imprescindible para realizar adecuadamente el cableado y la configuración del equipamiento, garantizando su funcionamiento seguro.

El posicionamiento quirúrgico del paciente exige un abordaje individualizado, que considere no solo la exposición adecuada del campo operatorio y la anatomía del paciente, sino también la posibilidad de colisión del equipamiento con su cuerpo. Además, es necesario gestionar los insumos específicos de la cirugía robótica, estandarizar las rutinas operativas y promover continuamente la capacitación del equipo involucrado.6-9

La seguridad del paciente es una preocupación constante para el equipo interdisciplinario y plantea desafíos a los servicios de salud, independientemente de su nivel de atención. Por ello, este tema es foco frecuente de discusiones y acciones de educación en salud.10-12 Ante la constante demanda de capacitación y actualización, las instituciones de salud y de educación vienen desarrollando estrategias de enseñanza-aprendizaje con el fin de ofrecer una atención más segura. En el complejo contexto del Centro Quirúrgico (CQ), una de las estrategias que se vienen utilizando es la simulación clínica.13-14

Puntos clave de la atención en cirugía robótica

  • Layout del quirófano adecuado y funcional para el procedimiento;
  • Conexión y verificación del sistema robótico;
  • Prueba de funcionamiento de todos los aparatos del quirófano;
  • Previsión de materiales, instrumental, equipos y OPME;
  • Draping;
  • Posicionamiento quirúrgico;
  • Docking/undocking;
  • Verificación de las posiciones reales de trabajo;
  • Previsión de materiales e instrumental para conversión de urgencia;
  • Manejo del bloqueo de pinzas robóticas;
  • Atención de intercurrencias clínicas.

Referencias

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Schemberger EE, Konopatzki EA. Robótica Cirúrgica: estado da arte e perspectivas científicas. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences. 2024;6(1):161-75. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n1p1161-1175
Mayor N, Coppola AS, Challacombe B. Past, present and future of surgical robotics. Trends Urol Men Health. 2022;13:7-10. https://doi.org/10.1002/tre.834
Morrell ALG, Morrell-Junior AC, Morrell AG, Mendes JMF, Tustumi F, de-Oliveira-e-Silva LG, Morrell A. The history of robotic surgery and its evolution: when illusion becomes reality. Rev Col Bras Cir. 2021;48:e20202798. https://doi.org/10.1590/0100-6991e-20202798
Vitoriano LVT, Palma Sobrinho N, Machado DA. A cirurgia robótica e o processo de enfermagem no período perioperatório: revisão integrativa. Rev Eletro de Ciên Tecno e Inova. 2022;3:e-11635 doi:10.9789/2675-4932.rectis.v 3.11635
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Sousa CS, Bispo DM, Cunha ALSM. Robotic surgery training in the perioperative nursing residency program. Rev SOBECC. 2016;21(4):198-202. doi.org/10.5327/Z1414-4425201600040001 Disponible en: https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/27/pdf
Kaneko RMU, Lopes MHBM. Realistic health care simulation scenario: what is relevant for its design? Rev Esc Enferm USP. 2019;53:e03453. https://doi.org/10.1590/S1980-220X2018015703453
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La simulación clínica

La simulación clínica es una estrategia activa de enseñanza y aprendizaje que utiliza escenarios para reproducir el entorno de trabajo con el fin de simular situaciones cotidianas y, de este modo, propiciar espacios educativos y seguros de práctica y de reflexión sobre los procesos, además de identificar oportunidades de mejora.1-2 La simulación clínica puede clasificarse según su nivel de fidelidad (baja, media o alta), de acuerdo con el grado en que la experiencia simulada se aproxima a la realidad.

La simulación propuesta en esta guía es de alta fidelidad y se realiza in situ. Este tipo de simulación estimula el desarrollo del razonamiento clínico y de la toma de decisiones, permite entrenar al participante para escenarios complejos y para el trabajo en equipo, y facilita el aprendizaje cuando se utiliza en las condiciones adecuadas.3 El desarrollo de habilidades permite que los profesionales adquieran competencia y seguridad en la práctica del cuidado, lo que proporciona un entorno seguro y de calidad a los pacientes quirúrgicos.4-5

Además de su uso para la capacitación del equipo en situaciones de desenlace conocido, la simulación de alta fidelidad también puede utilizarse para probar cambios en los entornos y flujos de trabajo, lo que permite identificar brechas en los procesos y, así, proponer mejoras.3

La International Nursing Association for Clinical Simulation and Learning (INACSL)6, asociación internacional dedicada al avance de la ciencia de la simulación en el área de la salud, recomienda que el desarrollo de la simulación clínica en salud contemple las siguientes etapas:

01

Diseño de la simulación

Proceso de planificación de la simulación en el que se definen claramente los objetivos de aprendizaje, dentro de la propuesta de simulación in situ. Se debe elaborar la descripción del escenario y estructurar el guion teórico-práctico, que contextualiza y orienta a los participantes, con el fin de facilitar el desarrollo de la simulación. También es necesario planificar los materiales y equipos necesarios para la práctica de la simulación.

02

Briefing

Tiene como objetivo aclarar las reglas de la simulación, presentar sus objetivos, orientar a los participantes sobre el entorno y los recursos disponibles y establecer el contrato de ficción, es decir, invitarlos a actuar como si estuvieran en un entorno real. En este momento, es fundamental dejar claro que la simulación clínica es un espacio de aprendizaje sin juicios, a fin de garantizar la seguridad psicológica de los participantes. Para contemplar esta etapa, debe elaborarse una presentación de la simulación que aclare sus objetivos, las orientaciones sobre el escenario y los recursos disponibles, así como las actividades que se realizarán.

03

Debriefing

Tiene como objetivo consolidar el aprendizaje mediante la reflexión crítica sobre la experiencia vivida. Deben realizarse la revisión de las acciones ejecutadas por los participantes; la exploración del razonamiento clínico, a fin de entender el porqué de cada acción; la discusión de los puntos fuertes y de los aspectos a mejorar; y, por último, la relación entre la práctica simulada y la realidad clínica.

Se recomienda encarecidamente que todos los profesionales involucrados, de forma directa o indirecta, en el procedimiento quirúrgico robótico (enfermero, técnico de enfermería, anestesiólogo, cirujano, ayudante, especialista clínico de la plataforma robótica, representante de ingeniería clínica y consultor técnico, si fue contratado) participen en la simulación clínica. La experiencia de cada uno de estos profesionales será fundamental para identificar y resolver cualquier duda, revisar los materiales, medicamentos y equipos necesarios, implementar mejoras o resolver problemas técnicos antes del procedimiento, entre otros aspectos.

A continuación, presentamos el Guion de Simulación Clínica para la Implementación de Cirugía Robótica, desarrollado por las autoras. El guion sirve para estructurar, de forma efectiva y segura, el flujo de trabajo de las primeras cirugías robóticas de una institución. Para utilizarlo de forma eficaz, recomendamos que el equipo lea cada ítem en dos momentos: antes de la simulación, a fin de identificar y preparar todos los materiales y equipos necesarios para la cirugía; y durante cada simulación, para revisar minuciosamente todos los puntos clave para el desarrollo de la cirugía.

Referencias

Nascimento JSG, Oliveira JLG, Alves MG, Braga FTMM, Góes FSN, Dalri MCB. Debriefing methods and techniques used in nursing simulation. Rev Gaúcha Enferm. 2020;41:e20190182. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2020.20190182
Cogo ALP, Lopes EFdS, Perdomini FRI, Flores GE, Santos MRR dos. Building and developing realistic simulation scenarios on safe drug administration. Rev Gaúcha Enferm. 2019;40(spe):e20180175. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2019.20180175
11Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (BR). Manual de simulação clínica para profissionais de enfermagem [Internet]. São Paulo: Coren-SP; 2020 [citado 20 ene 2025]. 142 p. Disponible en: https://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/manual-simulacao-clinica-profissionais-enfermagem.pdf
Martins RC, Trevilato DD, Jost MT, Caregnato RCA. Nursing performance in robotic surgeries: integrative review. Rev Bras Enferm. 2019;72(3):795–800. https://doi.org/10.1590/0034-7167-2018-0426
Silva CC, Natarelli TRP, Domingues AN, Fonseca LMM, Melo LL. Prebriefing in clinical simulation in nursing: scoping review. Rev Gaúcha Enferm. 2022;43(spe):e20220067. https://doi.org/10.1590/1983-1447.2018.20220067.en
International Nursing Association for Clinical Simulation and Learning (INACSL). About INACSL [Internet]. Durham, NC: INACSL; 2024 [citado 7 jun 2025]. Disponible en: https://www.inacsl.org/

Guion de Simulación Clínica para la Implementación de Cirugía Robótica

“Bienvenidos a la simulación para la implementación de la cirugía robótica. El objetivo de hoy no es evaluar individualmente la técnica de cada profesional, sino construir y validar nuestro proceso de trabajo, verificar todos los recursos necesarios para la cirugía, la ergonomía de la sala, el funcionamiento de los equipos y la comunicación del equipo multidisciplinario. Queremos identificar los puntos fuertes, así como las fallas latentes, para corregirlas antes de la cirugía real.”

Contextualización

Objetivos Específicos

Construir y validar el layout del quirófano;
Montar el quirófano con todos los materiales, equipos e insumos necesarios para el procedimiento;
Verificar el funcionamiento de todos los equipos;
Realizar el posicionamiento quirúrgico de forma efectiva y segura;
Verificar el uso de la plataforma robótica con destreza y seguridad;
Probar y validar la disposición de los integrantes del equipo en el quirófano;
Realizar el desacoplamiento rápido del robot para la atención de intercurrencias;
Evaluar la comunicación, la coordinación y la actuación integrada del equipo multiprofesional durante situaciones rutinarias y de intercurrencia.

Recursos Necesarios

Lista de verificación de infraestructura, equipamiento e insumos

Acciones Esperadas

Infraestructura y Layout de la Sala
Procesos Asistenciales y Seguridad
Atención de intercurrencias
¿Cuánto tiempo tardó el equipo en simular la atención de la intercurrencia?
Debriefing — Evaluación Posterior a la Simulación

Después de la simulación, el equipo multidisciplinario debe realizar un análisis crítico de su desempeño y de los procesos, identificando conformidades, puntos fuertes y oportunidades de mejora.

1. ¿La configuración del layout del quirófano fue ergonómica y funcional para el procedimiento quirúrgico en cuestión y para el flujo de personas y equipos?
2. ¿Todos los equipos estaban encendidos y funcionando correctamente, y presentaron una movilidad adecuada (cables/conexiones sin tensión) para ubicarse en el lugar necesario durante la cirugía?
3. ¿Todos los materiales, medicamentos y equipos solicitados por el anestesiólogo estaban en la lista?
4. ¿Todo el instrumental, los materiales, los equipos y las OPME solicitados por el equipo quirúrgico estaban en la lista?
5. En cuanto al posicionamiento quirúrgico, ¿la superficie de soporte, los posicionadores, los fijadores y los dispositivos de protección estaban en la sala en cantidad adecuada?
6. ¿La colocación de los campos estériles (draping) en el robot mantuvo una técnica aséptica rigurosa?
7. ¿El ingreso del paciente siguió el protocolo de transporte seguro, verificación documental y metas de seguridad (p. ej., lateralidad)?
8. ¿El anestesiólogo tuvo libre acceso al paciente (vía aérea y líneas venosas) para el manejo anestésico y de intercurrencias (especialmente después del acoplamiento)?
9. ¿El posicionamiento del paciente fue efectivo, permitiendo simultáneamente el abordaje quirúrgico y la prevención de lesiones (alineación corporal, protección de prominencias óseas, fijación a la mesa quirúrgica, entre otros)?
10. ¿La disposición del equipo (anestesiólogo, cirujano, ayudante e instrumentista) en la sala fue funcional?
11. ¿La aproximación de los equipos para el inicio de la cirugía fue viable y funcional?
12. ¿El acoplamiento del robot al paciente (docking) se realizó correctamente y de forma segura para el paciente y el equipamiento?
13. ¿El desacoplamiento de rutina se realizó de forma segura para el paciente y los equipos?
14. Simulación de intercurrencia: ¿la llave de seguridad para la apertura de las pinzas robóticas estaba en el quirófano, estéril, y el equipo sabía dónde estaba guardada?
15. Simulación de emergencia: ¿el equipo ejecutó el desacoplamiento de emergencia y el alejamiento del robot de forma ágil y segura?

Referencias

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Moller L, Olsen RG, Jorgensen L, Hertz P, Petersson J, Roder A, et al. Training and education of operating room nurses in robot-assisted surgery: A systematic review. Surg Endosc. 2024;38(11):7024-36. https://doi.org/10.1007/s00464-024-11335-3
Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Diretrizes de práticas em enfermagem perioperatória e processamento de produtos para a saúde. 8.ª ed. São Paulo: SOBECC; 2021
Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Boas práticas em cirurgia robótica. 1.ª ed. São Paulo: SOBECC; 2023
Guimarães G, Parekh DJ, Távora JE, Nahar B, Junger G. Cirurgia Robótica: Princípios e Fundamentos. 1.ª ed. Belo Horizonte: Editora Ciências Médicas; 2022

Ejemplo de layout de quirófano robótico

La siguiente imagen ilustra un ejemplo de layout de quirófano robótico, que contempla la ubicación estratégica de los equipos, las áreas de circulación del personal y la organización del espacio perioperatorio.

Fuente: las autoras.

¿Quiere saber más sobre cirugía robótica y simulación clínica?

Libro — Buenas prácticas en cirugía robótica (SOBECC)

SOBECC. Boas práticas em cirurgia robótica. São Paulo: SOBECC; 2023.

Libro — Cirugía Robótica: Principios y Fundamentos

Guimarães G, Parekh DJ, Távora JE, Nahar B, Junger G. Cirurgia Robótica: Princípios e Fundamentos. 1.ª ed. Belo Horizonte: Editora Ciências Médicas; 2022.

Libro — Directrices de Práctica en Enfermería Perioperatoria y Procesamiento de Productos para la Salud

SOBECC. Diretrizes de Práticas em Enfermagem Perioperatória e Processamento de Produtos para Saúde. 8.ª ed. São Paulo: SOBECC; 2021.

Capítulo de libro — Implementación y desarrollo de un programa de cirugía robótica

Jünger GM, Távora JEF. Implementation and development of a robotic surgery program. En: Bezerra da Silva Junior G, Nangaku M, editores. Innovations in Nephrology. Cham: Springer; 2022. doi10.1007/978-3-031-11570-7_24.

Capítulo de libro — Cuidados de enfermería perioperatorios y posicionamiento del paciente en cirugía robótica

Jünger GM, Moraes CM, Tolentino LG. Perioperative nursing care and patient positioning in robotic surgery. En: Handbook of Robotic Surgery. Amsterdam: Elsevier; 2025. p. 249-258. doi:10.1016/B978-0-443-13271-1.00050-9.

Manual de simulación clínica para profesionales de enfermería

Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (BR). Manual de simulação clínica para profissionais de enfermagem [Internet]. São Paulo: Coren-SP; 2020 [citado 20 ene 2025]. 142 p. Disponible en: https://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/manual-simulacao-clinica-profissionais-enfermagem.pdf

International Nursing Association for Clinical Simulation and Learning (INACSL)

INACSL. About INACSL [Internet]. Durham, NC: INACSL; 2024 [citado 7 jun 2025]. Disponible en: https://www.inacsl.org/

Artículo — El entrenamiento en el protocolo de desacoplamiento robótico para soporte vital de emergencia (RULES) mejora la comunicación y la coordinación del equipo y reduce el tiempo necesario para desacoplar el sistema robótico del paciente

Almeida TFP, Campos MEC, Castro PR, Garcia DPC, Junger G, Silva RFE, et al. Training in the protocol for robotic undocking for life emergency support (RULES) improves team communication, coordination and reduces the time required to decouple the robotic system from the patient. Int J Med Robot. 2022;18(6):e2454. doi: 10.1002/rcs.2454. Disponible en: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35998074/

Editorial — Checklist de funciones del equipo de enfermería en cirugías robóticas

Bergonzini F, Almeida E, Carvalho R de. Checklist de atribuições da equipe de enfermagem em cirurgias robóticas. Rev SOBECC [Internet]. 2024 mar 5 [citado 23 jul 2026];29. Disponible en: https://revista.sobecc.org.br/sobecc/article/view/933

Consideraciones finales

La implementación de un programa de cirugía robótica trasciende la adquisición de tecnología de punta; exige, sobre todo, la mejora y el fortalecimiento de la cultura de seguridad. Esta guía fue elaborada como un primer paso en ese proceso, ofreciendo una base para que el equipo multidisciplinario pueda entrenar, fallar en un entorno seguro y corregir procesos antes de que lleguen al paciente. Al utilizar esta guía de simulación, el equipo no solo está probando el equipamiento, sino también validando flujos críticos de comunicación y seguridad.

Aunque esta guía aborda los aspectos fundamentales del layout, del intraoperatorio y de la gestión de crisis, es fundamental reconocer que cada escenario quirúrgico tiene sus propias variables. Por lo tanto, este material sirve como un punto de partida sólido para acortar la curva de aprendizaje y estandarizar conductas.

Alentamos la actualización de los profesionales mediante la educación continua, la lectura crítica de nuevas directrices y la realización periódica de capacitaciones. La seguridad del paciente depende de nuestra capacidad de anticipar problemas y de nuestra disposición para actuar. Estar preparado es la mejor forma de transformar la tecnología en salud.

Glosario

Briefing
Reunión breve que se realiza antes de la simulación o de la cirugía para alinear los objetivos, las reglas y los roles del equipo.
Consola del Cirujano
Unidad de mando en la que se ubica el cirujano para visualizar el campo operatorio y controlar los brazos robóticos.
Debriefing
Momento de reflexión crítica que se realiza después de la simulación para discutir lo que funcionó y lo que puede mejorarse, consolidando el aprendizaje.
Docking (Acoplamiento)
Proceso de conexión de los brazos de la plataforma robótica a los trócares (portales) ya insertados en el paciente.
Draping
Proceso de colocación de campos estériles específicos (fundas) en los brazos y la cámara del robot para garantizar la técnica aséptica.
In situ
Expresión latina que significa “en el lugar”. Se refiere a la simulación realizada en el entorno real de trabajo (el propio quirófano).
Layout de la Sala
Disposición estratégica y funcional de los equipos (robot, torre de visión, columnas) para optimizar el espacio y la circulación del personal.
Llave de Seguridad
Herramienta específica utilizada para abrir manualmente las pinzas robóticas en caso de bloqueo.
Manipulador Maestro-Esclavo
Sistema en el que las pinzas robóticas replican, en tiempo real y con mayor precisión, los movimientos realizados por el cirujano en los joysticks de la consola.
OPME
Sigla de Ortesis, Prótesis y Materiales Especiales.
Plataforma Robótica
Conjunto integrado de los componentes (equipos) de cada sistema robótico.
Simulación de Alta Fidelidad
Estrategia que utiliza escenarios y equipos que se aproximan al máximo a la realidad clínica para entrenar la toma de decisiones y el trabajo en equipo.
Undocking (Desacoplamiento)
Proceso de desconexión de los brazos robóticos de los trócares que están en el paciente.